Per citar aquest document: http://ddd.uab.cat/record/136925
A contemplação anagógica na Abadia de Saint-Denis (séc. XII)
Costa, Ricardo da (Universitat d’Alacant)
Neves, Tainah Moreira (Universidade Federal do Espírito Santo (Brasil))

Títol variant: La contemplación anagógica em la Abadía de Saint-Denis (siglo XII)
Títol variant: The anagogical contemplation in Saint-Denis Abbey (XII century)
Data: 2015
Resum: “A nobre obra brilha, mas como é nobremente brilhante, deve iluminar as mentes para conduzi-las através das verdadeiras luzes, para a verdadeira luz, onde Cristo é a verdadeira porta”. Essa frase, inscrita por ordem do abade Suger (c. 1081-1151) em uma das portas de bronze da abadia de Saint-Denis, enfatiza o caráter anagógico proporcionado pelo abade à Arte, na reconstrução da basílica. Nesse processo artístico, filosófico e religioso, já descrito pelo Pseudo-Dionísio, o Areopagita, no século V, os medievais ascenderiam da luz física para a luz espiritual, do material ao imaterial, guiados pela Arte e, assim, alcançariam a elevação. É um movimento contínuo, cíclico, produzido pela árdua procura dos entes em direção ao Ser. Para realizarmos tal investigação estética, propusemo-nos analisar três extratos do escrito Liber de Rebus in Administratione Sua Gestis, de Suger, no qual o abade descreve os motivos da reedificação por ele idealizada e dirigida em Saint-Denis – especificamente a primeira adição à basílica e às portas do santuário (I, XXV – De ecclesiæ primo augmento, XXVII – De portis fusilibus et deauratis). Com base neles, pretendemos defender a hipótese que, ao reformar a abadia com uma nova Estética (que viria mais tarde a ser conhecida como Gótica), Suger utilizou a Arte para transmitir sua interpretação da Teologia cristã, e assim materializar, artisticamente, os meios tangíveis pelos quais se poderia ascender do material ao imaterial. Ao criar essa atmosfera anagógica em que, pela contemplação das formas materiais ocorreria a contemplação do invisível, do imutável, Suger conseguiu expressar artisticamente, na abadia, a hierarquia celeste do Pseudo-Dionísio Areopagita.
Resum: “Bright is the noble work; but, being nobly bright, the work should brighten the minds, so that they may travel, through the true lights, to the True Light where Christ is the true door”. This phrase was inscribe by orders of Abbot Suger (c. 1081-1151) in one of Saint-Denis Abbey’s bronze doors. It emphasizes the anagogical character, provided by Suger to art, at the basilica’s reconstruction. In this philosophical and religious process, described by Pseudo-Dionysius the Areopagite, in the fifth century, the medievals ascend from the physical light, the material, to the spiritual light, immaterial, guided by Art, and then reach elevation. It is a continuous, cyclical movement, produced by the arduous search of entitys towards the Being. In order to accomplish such aesthetic investigation, we propose to analyze three extracts from the Liber de Rebus in Administratione Sua Gestis, by Suger, in which the Abbot describes the reasons of his idealized and directed reedification at Saint-Denis. More specifically, the first addition to the church and the santuary’s doors (I, XXV – De ecclesiæ primo augmento, XXVII – De portis fusilibus et deauratis). Based on them, we intend to defend the hypothesis that, to reform the Abbey with a new aesthetic (later to be known as gothic), Suger used art to convey his interpretation of Christian theology, and so materialize, artistically, tangible means by which one could ascend from the material to the immaterial. By creating this anagogical atmosphere that, by the contemplation of the materials forms occurs the contemplation of the immaterial, of the immutable, Suger managed to express artistically, at the abbey, the celestial hierarchy.
Drets: Tots els drets reservats
Llengua: Portuguès
Document: article ; recerca ; publishedVersion
Matèria: Arte medieval ; Filosofia medieval ; Saint-Denis ; Suger ; Medieval art ; Medieval philosophy
Publicat a: Mirabilia, Núm. 20 (January-June 2015) , p. 28-43 (Thematic number) , ISSN 1676-5818

Adreça original: http://www.raco.cat/index.php/Mirabilia/article/view/297152


16 p, 1.0 MB

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