Doenças Doenças emergentes em suínos 4 emergentes em suínos Peste suína africana, uma epidemia que percorre a Europa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Estreptococias suínas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 4 PESTE SUÍNA AFRICANA, UMA EPIDEMIA QUE PERCORRE A EUROPA F aremos neste artigo uma revisão às origens , que ainda hoje tem um impacto significativo e é tão epidemiologia, sinais clínicos e o futuro desta doença, preocupante para este setor de atividade. Jorge Martínez1,2, Francesc Accensi1,2 te de Angola. Este surto foi controlado rápida e 1 Departamento de Sanidade e Anatomia Animal, eficazmente. Lamentavelmente, em 1960 a situação Universidade Autónoma de Barcelona repetiu­‑se. Este segundo surto não se pôde controlar 2 Centro de Investigação em Sanidade Animal, Instituto e expandiu­‑se rapidamente ao resto da península de Pesquisa em Tecnologia Agrária (CReSA­‑IRTA). ibérica, Europa ocidental (França, Bélgica, Itália, etc.) e ao continente americano (Caribe e América do Sul). Após muitos esforços, e graças às campa- A peste suína africana (PSA) é uma doença vírica nhas de erradicação realizadas com as ajudas recebi- hemorrágica que afeta o porco doméstico e o javali, das de fundos europeus (pois estas campanhas ape- e de declaração obrigatória à Organização Mundial nas são eficazes se forem acompanhadas de de Saúde Animal (OIE). O seu agente etiológico, o compensações económicas justas), Espanha ficou vírus da PSA (PSAv), é o único membro do género oficialmente livre de PSA em 1995. O único território Asfivirus, que por sua vez é o único membro da fa- europeu onde a doença ficou endémica foi a ilha de mília Asfaviridae. Trata­‑se de um vírus com envelope, Sardenha (Itália). cujo material genético consiste numa única cadeia Tristemente a história tende a repetir­‑se e de uma dupla de ADN, de aproximadamente 170­‑193 Kb, maneira muito parecida ao sucedido na península que codifica mais de 150 proteínas. O PSAv é sem ibérica nos anos 60, e assim a PSA reintroduziu­‑se dúvida alguma o vírus mais complexo (do ponto de na Europa em 2007. Nesta altura, os restos de ali- vista estrutural) com o qual a medicina veterinária mentos contaminados com PSAv chegaram de trabalha. Esta complexidade tem propiciado a que, barco, procedentes da África oriental, ao porto ao dia de hoje, lamentavelmente, não existam nem georgiano de Poti (Cáucaso). O surto de PSA tratamento, nem vacina eficazes contra a PSA. As- expandiu­‑se sem controlo pelos países vizinhos (Ar- sim, a única estratégia atualmente disponível para ménia, Azerbaijão e Federação Russa) e pela Euro- controlar a doença consiste na combinação de um pa oriental. Em 2012 foi detetada PSA na Ucrânia diagnóstico rápido com o vazio das explorações afe- e em 2013 foram descritos casos na Bielorrússia. tadas e uns excelentes níveis de biossegurança. Em 2014, a PSA reapareceu na União Europeia A PSA foi descrita pela primeira vez nos princípios (obviando o problema que persiste na Sardenha), do século XX no Quénia, ao introduzir suínos do- tendo sido detetados casos na Lituânia, Polónia, mésticos europeus na África subsariana. Inicialmen- Estónia e Letónia. O surto continuou a sua expan- te os animais foram erroneamente diagnosticados são, e em 4 anos a PSA foi declarada em 10 estados como peste suína, já que então apenas se conhecia a membro da UE. Foram também somados casos na hoje denominada peste suína clássica. Mas posterior- República Checa, Eslováquia, Hungria, Roménia e, mente foram introduzidos animais que tinham supe- mais recentemente, Bélgica. O setor suíno espanhol rado esta peste e observou­‑se que também ficavam começou seriamente a alarmar­‑se em agosto de doentes. Foi então quando se descartou o diagnóstico 2018 devido a dois fatores: a entrada do PSAv na e se descreveu uma nova peste, a que se designou de China, país de grande importância estratégica não africana, em contraposição com a já conhecida de só na Ásia, como no mundo inteiro, e o caso preo- então, a clássica. cupantemente próximo da Bélgica. A maior parte A primeira incursão da PSA na Europa verificou­‑se dos casos detetados atualmente nos diferentes esta- em 1957, com um surto em Portugal, devido à ali- dos europeus verificam­‑se em javalis, com algumas mentação dos suínos com sobras alimentares conta- exceções como o caso da Roménia. Neste país os minadas (com PSAv) oriundas de um voo proceden- casos de PSA afetaram maioritariamente o porco ’2 5 doméstico devido à grande densidade de explora- Patogenia ções caseiras que, logicamente, carecem das mais elementares normas de biossegurança. Apesar dos esforços realizados na investigação, muitos dos aspetos patogénicos da doença são ain- Epidemiologia da desconhecidos. São possíveis diversas vias de infeção, mas em condições normais a mais frequen- A PSA é endémica em muitos países da África sub- te é a via oral. Sabe­‑se que o PSAv replica­‑se em sariana. Nestas áreas os suínos selvagens (facoqueros monócitos e macrófagos de diversos tecidos e mais Potamochoerus sp. e hilóqueros Hylochoerus mei‑ tarde em células endoteliais, provocando uma ex- nertzhageni) e as carraças do género Ornithodorus tensa necrose destas células. Os macrófagos infeta- sp. desempenham um papel importante na epidemio- dos produzem uma grande quantidade de media- logia da doença. Estas espécies de suínos selvagens dores inflamatórios (citocinas) que induzem a podem­‑se infetar com o PSAv, mas a replicação nos apoptose de linfócitos T e B, e também de células seus tecidos é tão baixa que não têm sintomatologia endoteliais. Para além do próprio dano endotelial, da doença, ainda que possam atuar como portadores. estas citocinas contribuem para o aparecimento de Contudo, dada a baixa excreção vírica destes suínos alterações vasculares como a vasodilatação (con- infetados, o contacto direto entre espécies selvagens gestão) e o aumento da permeabilidade vascular e domésticas não pode ser uma fonte de contágio. (edema e hemorragias). Durante a fase aguda e Pelo contrário, já o é a transmissão entre espécies por subaguda, também se observou trombocitopenia. carraças. Por tudo isso, a nível microscópico observa­‑se uma Na Europa, a forma mais comum de transmissão intensa necrose em todo o tipo de tecido linfoide, baseia­‑se no contacto entre animais infetados, in- acompanhada de hemorragias, edema, degeneração cluindo o porco doméstico e o javali, pois ambas as vascular e trombose. espécies são muito sensíveis à doença (figura 1). Por Durante a fase clínica da doença, o vírus pode­‑se outro lado, o papel transmissor das carraças na epi- detetar em todo o tipo de secreções. Contudo, o san- demia que afeta a Europa não é bem conhecido. gue é a maior fonte de contágio, já que é onde se Contudo, sabe­‑se que a espécie de carraça Ornitho‑ detetam os maiores níveis de carga vírica. Ainda que dorus erraticus, adaptada principalmente ao porco a deteção vírica em hissopos retais, nasais, faríngeos ibérico e presente na península ibérica e outros países e prepuciais ou vaginais seja menor do que no san- mediterrâneos, contribuiu para a permanência da gue, a transmissão por contacto direto existe já que doença em Espanha e Portugal entre os anos sessen- se demonstrou em condições experimentais. ta e noventa. Os animais infetados excretam o vírus durante o período de incubação (4­‑19 dias), inclusive antes de Figura 1. Possíveis vias de transmissão da PSA na Europa manifestar sintomatologia clínica. Após o apareci- (obtido de Sánchez-Cordón et al.). mento de sinais clínicos, os níveis víricos aumentam em todo o tipo de secreções e sangue. Por vezes, foi descrita a existência de suínos sobreviventes à doen- ça que se podem transformar em reservatórios e, portanto, contribuir para a sua transmissão. Contu- do, este é um ponto controverso que ainda continua em discussão. Por outro lado, os humanos não são Produtos cárnicos ou Javalis infetados restos alimentícios infetados pelo vírus e não existe risco para a saúde contaminados pública. Relativamente à resistência do vírus ao ambiente, o PSAv é muito estável em condições ambientais e Suínos domésticos e javalis por isso o material contaminado com sangue e suscetíveis a infeção ­dejetos (purinas, instalações, roupa, botas, luvas, agulhas, veículos, etc.) é uma fonte importante de infeção durante dias ou semanas. De igual modo, convém ter em conta que o vírus pode persistir du- rante longo tempo (de semanas a meses) nas carca- ças de animais mortos, carne crua ou congelada e Suínos Veículos ou produtos manufaturados. Por outro lado, o PSAv é domésticos equipamento sensível a diversos tipos de desinfetantes como sa- infetados contaminados bões, detergentes, lixívia, fenol e substâncias oxi- dantes ou alcalinas. ’2 Doenças emergentes em suínos 6 Sinais clínicos e lesões Forma aguda Os suínos apresentam febre (40­‑42 °C), anorexia, Os quadros clínicos de PSA foram classificados tra- prostração e por vezes diarreia aquosa ou hemorrá- dicionalmente em quatro formas: hiperaguda, aguda, gica, epistaxe, dispneia, conjuntivite e ataxia. As subaguda e crónica. Estas formas são declaradas de análises laboratoriais mostram leucopenia e trombo- acordo com a virulência da estirpe em questão, a citopenia. Os animais morrem entre os 4 e os 21 dpi, dose, a via de infeção e o estado imunitário do ani- alcançando­‑se percentagens de mortalidade de entre mal. De facto, em alguns suínos domésticos criados 90 e 100%. De facto, esta sintomatologia clínica é a em áreas endémicas de África, foi observada uma manifestação mais habitual nos animais infetados certa resistência à doença, o que se relaciona com a com a estirpe vírica presente na Europa atualmente. exposição anterior a estirpes homólogas. As lesões observadas consistem tipicamente em he- morragias de gânglios linfáticos (especialmente gas- Forma hiperaguda tro hepático e renal), juntamente com petéquias e Os animais morrem entre um e quatro dias pós­‑infeção equimoses em diversos órgãos e superfícies serosas. (dpi), sem sequer apresentarem sintomas clínicos nem Também é característico encontrar esplenomegalia e lesões, salvo uma certa hiperemia cutânea. presença de ascite e edemas generalizados no pul- mão, vesícula biliar, etc. (figura 2). Nas fêmeas ges- tantes podem ocorrer abortos. Nos javalis, as lesões são praticamente idênticas. Forma subaguda Pode provocar mortalidades variáveis, compreendi- das entre 30 e 70% depois dos 20 dpi. Os sinais clínicos são menos graves do que na forma aguda, ainda que as lesões nos suínos que sucumbem à doen- A B ça (hemorragias e edema) possam ser mais intensas. Forma crónica Manifesta­‑se com sintomas inespecíficos como o atraso no crescimento e baixas mortalidades. Relati- vamente às lesões, podem não se encontrar hemor- ragias nem edema. Por seu lado, aparecem outro tipo de lesões atribuíveis a infeções secundárias. C D As infeções bacterianas secundárias são observáveis na forma aguda, subaguda e crónica, estando associa- das à intensa afetação que o vírus provoca no sistema imunitário do animal. Assim, se o suíno sobrevive tempo suficiente, podem­‑se observar lesões pneumó- nicas, pleurite, pericardite, artrite, úlceras na pele, etc. Por outro lado, ressalte­‑se que as lesões de PSA não são exclusivas da doença, dado que lesões similares podem ser observadas em casos de peste suína clássi- E F ca (PSC) ou septicemias bacterianas (mal rubro, sal- monelose, pasteurelose, etc.). A PSA e a PSC são doenças indistinguíveis do ponto de vista clínico e le- sional, sendo então necessárias análises laboratoriais para realizar um correto diagnóstico diferencial. Diagnóstico O diagnóstico baseado em técnicas laboratoriais é G H indispensável, já que as lesões de PSA não são ex- Figura 2. Lesões macroscópicas observáveis em suínos infetados com PSA. A: hemorragias clusivas da doença. Pode­‑se detetar a presença do cutâneas; B: esplenomegalia; C: ascite, edema mesentérico e linfadenopatia mesentérica; D: agente patogénico (os seus antigénios ou o seu petéquias e equimose no cólon; E: edema peri-renal; F: hemorragia do linfonodo gastro he- ADN) ou detetar a reação do hospedeiro frente a pático; G: petéquias pulmonares com edema intersticial; H: hemorragias epicárdicas com PSAv (anticorpos). Os métodos recomendados pela edema da gordura coronária. OIE para detetar a presença do vírus baseiam­‑se em ’2 7 métodos moleculares, especialmente a PCR a tempo Como se observa na Europa e em algumas regiões real e a PCR convencional. As técnicas de virologia da Ásia, a transmissão de PSA parece depender em clássica como o isolamento viral, pese embora a sua grande medida da densidade da população de javalis dificuldade, ainda são o método de eleição da OIE e a sua interação com os sistemas de produção de para confirmar um surto num país livre de doença. suínos com baixos níveis de biossegurança. Um bom Estas técnicas são usadas para obter a estirpe do conhecimento e maneio da população de javalis, as- PSAv implicada no surto e poder estuda­‑la a poste- sim como uma boa coordenação entre os serviços riori. Para a deteção de anticorpos contra o PSAv, a veterinários e as autoridades que tutelam o meio OIE recomenda o uso de ELISA, havendo diversos ambiente, são necessários para prevenir e controlar kits comerciais no mercado. Os testes serológicos com êxito a PSA. Dependendo da situação epidemio- para confirmação recomendados pela OIE são as lógica, a participação das carraças como vetores de técnicas de imunoblot ou imunofluorescência indi- transmissão também deveria ser considerado nos reta, embora a técnica de imunoperoxidase indireta programas de controlo. (IPT), validada pelo Laboratório Europeu de Refe- rência para a PSA parece apresentar uma maior Perspetivas de futuro: teremos uma solidez. vacina Prevenção e controlo Tal como se referiu, não existe uma vacina eficaz contra a PSA. O PSAv é um vírus muito complexo, A prevenção em países livres da doença depende da no qual não foram colocados muitos recursos na in- implementação de políticas de importação e de me- vestigação vacinal. Isto pode­‑se comprovar facilmen- didas de biossegurança apropriadas, evitando a en- te procurando em bases de dados científicas o núme- trada de animais vivos infetados e de produtos cárni- ro de artigos publicados sobre vacinas contra a PSA, cos contaminados. Isto inclui a vigilância da que é realmente muito baixo. No CReSA, em cola- importação ilegal de animais e produtos cárnicos, boração com investigadores do CBMSO, desenvol- assim como a garantia da eliminação adequada dos veram recentemente um vírus, geneticamente modi- desperdícios alimentares dos aviões, barcos ou veícu- ficado, que funciona como vacina atenuada contra a los procedentes dos países afetados. PSA. Esta vacina atenuada funciona pela primeira Nos surtos de países afetados, o controlo da PSA vez protegendo, de forma heteróloga, contra diferen- pode ser difícil e deve­‑se adaptar à situação epidemio- tes estirpes viris incluindo Georgia 2007, a estirpe lógica específica. Podem­‑se implementar medidas que circula atualmente na Europa continental. Atual- sanitárias clássicas, incluindo a deteção precoce e o mente está a trabalhar­‑se na melhoria da biossegu- sacrifício dos animais (com a eliminação adequada rança deste protótipo vacinal. Pensamos honesta- das carcaças e desperdícios), limpeza e desinfeção, mente que, mais tarde ou mais cedo, a obtenção de controlos das zonas afetadas e o movimento dos ani- uma vacina eficaz e segura contra a PSA será certa- mais, vigilância e investigação epidemiológica deta- mente uma realidade. • lhada e, sobretudo, medidas estritas de biosseguran- ça nas explorações. Bibliografia na posse da editora Ubroseal Dry Cow 2,6 g suspensão intramamária para bovinos COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada injetor intramamário de 4g contém: Substância ativa: Subnitrato de bismuto, pesado 2,6 g Excipientes: Parafina líquida, Di tri estearato de alumínio, Sílica coloidal anidra FORMA FARMACÊUTICA Suspensão intramamária. INFORMAÇÕES CLÍNICAS Espécie(s)­‑alvo: Bovinos (vacas leiteiras em período seco). Indicações de utilização, especificando as espécies­‑alvo: Prevenção de novas infeções intramamárias ao longo da fase de secagem. Em vacas consideradas como estando provavelmente livres de mastite subclínica, o medicamento veterinário pode ser utilizado isoladamente no maneio das vacas secas e no controlo de mastites. A seleção das vacas para tratamento com o medicamento veterinário deve basear­‑se na avaliação clínica do médico veterinário. Os critérios de seleção podem assentar no historial de mastites e de contagens de células somáticas de vacas individuais ou em testes reconhecidos para deteção de mastite subclínica ou amostragem bacteriológica. Contra­ ‑indicações: Não administrar a vacas em lactação. Ver secção “Utilização durante a gestação e a lactação”. Não administrar o medicamento veterinário isoladamente a vacas com mastite subclínica na fase de secagem. Não administrar a vacas com mastite clínica na fase de secagem. Não administrar em caso conhecidos de hipersensibilidade à substância ativa ou a algum dos excipientes. Advertências especiais para cada espécie­‑alvo: Não existem. Precauções especiais de utilização: Precauções especiais para a utilização em animais É boa prática observar regularmente as vacas secas para detetar sinais de mastite clínica. Em caso de desenvolvimento de mastite clínica num quarto selado, o selante do quarto afetado deve ser retirado manualmente, antes da administração da terapêutica adequada. Para reduzir o risco de contaminação, não mergulhar o injetor em água. Usar o injetor apenas uma vez. É importante respeitar técnicas asséticas rigorosas na administração do medicamento veterinário, uma vez que o medicamento veterinário não possui atividade antimicrobiana. Não administrar qualquer outro medicamento veterinário intramamário após a administração deste medicamento veterinário. O medicamento veterinário poderá ser ªdministrado em vacas que possam apresentar mastite subclínica, após a administração de um tratamento antibiótico no quarto infetado, adequado para vacas em fase de secagem. Precauções especiais a adoptar pela pessoa que administra o medicamento veterinário aos animais Lavar as mãos após a administração. As toalhas de limpeza fornecidas com o medicamento veterinário intramamário contêm álcool isopropílico. Usar luvas de proteção se for conhecida ou houver suspeita de irritação da pele devido ao álcool isopropílico. Evitar o contato com os olhos porque o álcool isopropílico pode causar irritação ocular. Reacções adversas (frequência e gravidade): Desconhecidas. Utilização durante a gestação e a lactação: Gestação: Pode ser administrado durante a gestação. No momento da parição, o selante poderá ser ingerido pelo vitelo. A ingestão do medicamento veterinário pelo vitelo é segura e não produz efeitos adversos. Lactação: A administração do medicamento veterinário está contraindicada durante a lactação. Se administrado acidentalmente numa vaca em lactação, poderá ocorrer um ligeiro aumento temporário (até 2 vezes) na contagem de células somáticas. Caso isto aconteça, retirar o selante manualmente, não sendo necessárias precauções adicionais. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Desconhecidas. Posologia e via de administração: Apenas para administração por via intramamária. Administrar o conteúdo de um injetor do medicamento veterinário em cada quarto do úbere imediatamente após a última ordenha da lactação (na secagem). Não massajar o teto nem o úbere após a administração do medicamento veterinário. É importante assegurar que não há introdução de agentes patogénicos no teto, para reduzir o risco de mastite pós­‑aplicação. O teto tem de ser cuidadosamente limpo e desinfetado com álcool cirúrgico ou com toalhetes impregnados em álcool. A limpeza dos tetos deve prosseguir até os toalhetes de limpeza já não apresentarem sujidade visível. Deixar secar os tetos antes da administração. Administrar em condições asséticas e ter o cuidado de evitar a contaminação da ponta do injetor. Após a aplicação, é aconselhável a lavagem dos tetos com um banho desinfetante ou um spray adequados. Em condições de frio, o medicamento veterinário pode ser aquecido até alcançar a temperatura ambiente num ambiente quente, para facilitar a administração. Sobredosagem (sintomas, procedimentos de emergência, antídotos): A administração do dobro da dose recomendada em vacas não produziu efeitos clínicos adversos. Intervalo(s) de segurança: Carne e vísceras: Zero dias. Leite: Zero horas. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos vários para tetos e úbere. Código ATCvet: QG52X Propriedades farmacodinâmicas: A administração do medicamento veterinário em cada quarto do úbere produz uma barreira física contra a entrada de bactérias, reduzindo assim a incidência de novas infeções intramamárias durante a fase de secagem. Propriedades farmacocinéticas: O subnitrato de bismuto não é absorvido através da glândula mamária, permanecendo como selante no teto até ser fisicamente removido (como demonstrado em vacas com uma fase de secagem de até 100 dias). Incompatibilidades: Desconhecidas. Precauções especiais de conservação: Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Precauções especiais para a eliminação de medicamentos veterinários não utilizados ou de desperdícios derivados da utilização desses medicamentos: O medicamento veterinário não utilizado ou os seus desperdícios devem ser eliminados de acordo com a legislação em vigor. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Univet Ltd. Tullyvin, Cootehill, Co. Cavan. Irlanda REPRESENTANTE LOCAL EM PORTUGAL Boehringer Ingelheim Animal Health Portugal, Unipessoal, Lda. Avenida de Pádua, 11. 1800­‑294 Lisboa NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 1158/01/17DFVPT DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO 14 de Dezembro de 2017 DATA DA REVISÃO DO TEXTO Dezembro de 2017 PROIBIÇÃO DE VENDA, FORNECIMENTO E/OU UTILIZAÇÃO Exclusivamente para uso veterinário Medicamento veterinário sujeito a receita médico­‑veterinária ’2