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Bringing the Divine down into Man : the building-up of the yoga path
Fernandes, Edrisi (Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Grupo de Estudos em Metafísica e Tradição)

Títol variant: Trazendo o Divino para Dentro do Homem : a Construção do Sistema do Yoga.
Títol variant: Das Göttliche in den Menschen bringen: Die Konstruktion des Yoga
Data: 2002
Resum: O autor analisa a evolução do Yoga como uma disciplina ascética, desde o tempo da absorção dos habitantes originais da ?ndia pelas tribos arianas, que ali chegaram numa época proto-histórica. Ritos austeros, práticas mágicas, exercícios de controle respiratório e atitudes ascéticas dos habitantes locais foram incorporados na metafísica e na religião Védicas, e também no Yoga pré-clássico. A descoberta do poder das práticas ascéticas e meditacionais permitiu um distanciamento progressivo dos yogis em relação a práticas religiosas externas, tais como sacrifícios realizados com a intenção de favorecer os deuses, e a um avanço paralelo da visão do Yoga como um tipo de sacrifício em si mesmo, fundamentado na associação – entendida como uma ligação ou [re]união – entre o “Self”/a Alma vivente (âtman; jivâtman) do homem e a norma eterna (sanatana dharma), o “Senhor das Criaturas” (Prajâpati), o Ser Supremo (Parameshtin; Brahman; Shiva do Shaivismo; Vishnu do Vaishnavismo), ou a força ou poder (Shakti do Shaktismo [Tantrismo]) que torna a vida possível e que mantém o cosmos. Através de uma revisão do tema do Purusha (sânscrito para “pessoa; homem”, mas também para “Homem Universal; homem-deus”) em algumas referências clássicas da literatura indiana – incluindo o Rigveda, o Atharvaveda, muitos Upanishads, porções relevantes do Mahâbhârata (particularmente do Bhagavad-Gîtâ, e também do Mokshadharma e de outras seções do Shânti Parva), o Yoga-Sûtra de Patañjali (texto fundador do Yoga clássico), o Bhâgavata-Purâna, o Yoga-Vâsishtha atribuído a Vâlmîki, e o Kulârnava-Tantra (um texto essencial ao Tantra-yoga), entre outros –, percebe-se uma articulação que consolida a autonomia humana e o status superior do homem no universo, dando lugar à idéia de que pode-se ser “iluminado”, e que o status de Deus-no-homem pode ser alcançado, tanto através do conhecimento (jñâna) quanto através do yoga – o modo de “iluminação” associado com o controle e a estabilidade da mente, e com a obtenção de uma consciência trans-racional. Práticas de meditação e concentração “transcendental” progressivamente [re]dirigem-se para uma situação onde o corpo é valorizado como um tipo de “templo”, que deve ser apropriadamente construído e cuidado de modo a permitir e favorecer o encontro e assimilação final entre o homem e o Divino.
Resum: The author analizes the evolution of Yoga as an ascetic discipline, since the time of the absorption of the local inhabitants by the Aryan tribes, that settled in India in protohistoric times. Austerity vows, magical practices, breath control exercises and ascetic attitudes of the locals were incorporated in Vedic metaphysics and religion, and also in preclassical Yoga. The discovery of the power of ascetic/meditational practices gave rise to a progressive distantiation of the yogis from external religious practices such as sacrifices, intended to propitiate the gods, and to a parallel advance of the view of yoga as a kind of sacrifice in itself, grounded on the association - thought as a binding or [re]union - between the Self/the living Soul (âtman; jivâtman) of man and the eternal norm (sanatana dharma), the “Lord of Creatures” (Prajâpati), the Supreme Being (Parameshtin; Brahman; Shiva of Shaivism; Vishnu of Vaishnavism), or the force or power (Shakti of Shaktism [Tantrism]) that makes life possible and maintains the cosmos. Through a review of the Purusha (Sanskrit for “person; man”, but also for “Universal man; man-god”) theme in some classical Indian literary references - encompassing the Rigveda, the Atharvaveda, many Upanishads, relevant portions of the Mahâbhârata (particularly of the Bhagavad-Gîtâ, and of the Mokshadharma and other sections of the Shânti Parva), the Yoga-Sûtra of Patañjali (the founding text of classical yoga), the Bhâgavata-Purâna, the Yoga-Vâsishtha attributed to Vâlmîki, and the Kulârnava-Tantra (an essential text to tantra-yoga), among others -, an articulation that consolidates human autonomy and superior status in the universe is perceived, giving way to the idea that one can be “enlighted”, and the God-in-man status can be achieved, both through knowledge (jñâna) and through yoga - the way of enlightment associated with bodily and mental control and stability, and with the achievement of trans-rational conciousness. Purely “transcendental” meditation and concentration practices progressively [re]turn to a situation where the body is valued as a kind of “temple”, that must be appropriately constructed and cared for in order to allow and to favour the final encounter and assimilation between man and the Divine.
Drets: Tots els drets reservats
Llengua: Anglès
Document: article ; recerca ; publishedVersion
Matèria: Purusha ; Ioga ; Yoga ; Rigveda ; Atharvaveda ; Upanishads
Publicat a: Mirabilia, Núm. 2 (Desembre 2002) , p. 5-35, ISSN 1676-5818



31 p, 496.5 KB

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