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Jean Lorrain : humor como vetor de tensão do fantástico
Pierini, Fábio Lucas (Universidade de Maringá)

Título variante: Jean Lorrain : Humor as Vector of Tension in the Fantastic Literature
Fecha: 2018
Resumen: Comumente associamos a narrativa fantástica ao medo, ao perigo da morte, à violência, à dor e ao sofrimento, como se eventos sobrenaturais fossem obrigatoriamente de natureza maligna. Por essa mesma razão, a mente humana afasta a possibilidade de uma narrativa fantástica conter elementos de humor, dada a pretensa incompatibilidade entre o riso e o medo. Entretanto, preferimos entender medo e riso como forças antagônicas, mas complementares porque ambas se alimentam reciprocamente: rimos do outro porque ele tem algo a temer que nós não tememos; ou rimos de nós mesmos quando descobrimos que a causa de nosso próprio medo é superada. Dessa forma, podemos entender o riso como forma de evitar a vinculação daquele que ri com uma ameaça, seja de forma preventiva (antes ou durante o evento sobrenatural) ou de forma retrospectiva (passada a situação assustadora). No caso dos contos "Lanterne magique" (1891) e "L'égregore"(1891) de Jean Lorrain (1855-1906), o humor apresenta-se como oposição à realidade sobrenatural oculta sob o véu da realidade ordinária em que vivem os personagens, isto é, apresenta-se como vetor de tensão do fantástico, contrapondo-se cética e ironicamente à leitura ocultista feita por um dos personagens acerca das atitudes e hábitos de frequentadores da alta-roda parisiense da belle époque.
Resumen: Fantastic literature is usually associated with fear, be it the fear of death, of violence, of pain, and of suffering, as if supernatural events must naturally be evil. Similarly, the human mind denies the possibility of humoristic elements in fantastic narratives, since laughter and fear are supposedly incompatible. However, in this study we understand fear and laughter as antagonist but complementary forces, once both feed on each other: we laugh at the other because he fears something we don't; or we laugh at ourselves when we find out the reason of our own fear is overcome. Hence, laughter can be understood as a means of avoiding any connection between the one who laughs and a threat, be it in a preventive way (before or during the supernatural event) or a retrospective way (after the threatening situation). Considering Jean Lorrain's (1855-1906) "Lanterne magique" (1891) and "L'égregore" (1891), humor is presented in opposition to the supernatural reality, hidden under the veil of ordinary reality in which the characters live. Humor is, therefore, the vector of tension in the fantastic narrative, opposing itself skeptically and ironically to the occultist interpretation made by one of the characters about the attitudes and habits of the atendees of Parisian high society of the belle-époque.
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Lengua: Portuguès.
Documento: article ; recerca ; publishedVersion
Materia: Jean Lorrain ; Narrativa fantástica ; Humor ; Fantastic narrative
Publicado en: Brumal, Vol. 6 Núm. 1 (2018) , p. 19-39 (Monograph) , ISSN 2014-7910

Adreça original: https://revistes.uab.cat/brumal/article/view/v6-n1-pierini
DOI: 10.5565/rev/brumal.460


21 p, 197.0 KB

El registro aparece en las colecciones:
Artículos > Artículos publicados > Brumal
Artículos > Artículos de investigación

 Registro creado el 2018-07-02, última modificación el 2018-11-13



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